US$ 70 milhões em disputa: quem realmente controla o patrimônio de uma empresa?

O caso envolvendo Tini Stoessel e seu pai acende um alerta sobre gestão patrimonial, controle financeiro e procurações.

Segundo informações divulgadas pela imprensa, uma auditoria teria levantado questionamentos sobre empresas ligadas à carreira da artista, a administração de receitas e os poderes para movimentação de determinadas contas.

No ambiente empresarial, situações assim evidenciam uma questão essencial: Quem possui poderes jurídicos para administrar o patrimônio?

Conceder poderes para movimentar contas, representar empresas ou administrar patrimônio exige cautela.

Uma procuração deve estabelecer com clareza: quem pode agir, quais atos pode praticar e quais são os limites desses poderes.

Poderes amplos e controles insuficientes podem aumentar a exposição patrimonial e jurídica.

Não basta saber quanto a empresa fatura.

É necessário definir juridicamente quem movimenta recursos, quem autoriza operações, como ocorre a prestação de contas e quais mecanismos de controle existem.

Governança e controle financeiro caminham juntos.

Quanto maior o patrimônio, maior deve ser a governança.

Contratos, procurações, regras societárias e mecanismos de prestação de contas ajudam a prevenir conflitos e proteger empresas, sócios e patrimônio.

A assessoria jurídica empresarial não atua apenas quando o problema surge. Ela também estrutura para que ele seja evitado.